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Imagens Médicas - Fragmentos

 

 
 
 
 

 

 
Livro
Imagens Médicas -
Fragmentos de uma História
 


Concepção e coordenação
Manuel Valente Alves

Consultores do projecto 
Amélia Ricon Ferraz, João Lopes, Maria Filomena Molder, Nuno Grande e Paulo Cunha e Silva

Imagens
Adriana Molder, António Olaio, Cláudia Amandi, Cristina Mateus, Inês Gonçalves, Manuel Valente Alves

Textos 
Amélia Ricon Ferraz, Bernardo Pinto de Almeida, Daniel Serrão, Diogo Seixas Lopes, Graça dos Santos, Helder Coelho, João Caraça, João Lopes, João Miguel Fernandes Jorge, José Bragança de Miranda, Manuel Valente Alves, Maria do Carmo Serén, Maria Filomena Molder, Maria José Palla, Miguel Leal, Nuno Grande, Paulo Cunha e Silva, Vera Mantero

Design gráfico 
Victor Diniz

Publicação
Porto 2001/ Porto Editora

Local e data 
Porto, 2001

Capa dura
480 pp.
ISBN 972-0-06275-4
 

Este livro, organizado em torno da colecção do Museu de História da Medicina Maximiano Lemos, ensaia uma cartografia interdisciplinar do humano, cruzando objectos museológicos relacionados com a História da Medicina com ensaios e trabalhos artísticos de autores provenientes de diversas áreas do conhecimento.

"O ser humano parece estar condenado a evoluir, a inventar, a criar. Tal como o ciclista em que o movimento é condição da sua estabilidade, a condição da sobrevivência do ser humano parece ser a evolução. Mas a evolução gera instabilidade psicológica e social, altera o equilíbrio ambiental, cria desequilíbrio vários. O homem e o seu comportamento individual e colectivo são, assim, os principais determinantes das novas doenças. Por isso, a atenção ao ambiente, ao que se passa em torno dos indivíduos e das sociedades começa por ser, para os médicos, um imperativo ético. A ciência médica já não é uma ciência no sentido clássico do termo ('la science classique c'est une science de l'être', diz Bernard Stiegler [...], porque a realidade do ser (humano) passou de imutável a transitória, cada vez mais susceptível de transformação mecânica (o homem-prótese) e genética (a clonagem), numa deriva identitária que parece não ter fim. Mas a ciência médica, apesar de todas estas transformações, ainda continua ancorada no real (do corpo humano). Por conseguinte, não é uma ciência pura ('avec la techno-science (...) c'est l'industrie qui se met à commander; il n'y a plus de suprèmement réel; il y a du suprèmement possible. Le suprèmement possible c'est la possibilté, à partir du capital, de toujours produire plus de capital, de toujours produire plus de biens, de toujours explorer de nouvelles possibilités, et le réel n'est qu'une réalité transitoire. Il y a une réalité periodique', [como refere Stiegler)." Manuel Valente Alves in "Imagens Médicas/ Imagens da Medicina"

 

 

 

 
Book
Medical Images -
Fragments of an history


Concept and coordination
Manuel Valente Alves

Consultants
Amelia Ricon Ferraz, João Lopes, Maria Filomena Molder, Nuno Grande and Paulo Cunha e Silva

Images
Adriana Molder, Olaio Antonio, Claudia Amandi, Christina Mateus, Inês Gonçalves, Manuel Valente Alves

Texts
Amelia Ricon Ferraz, Bernardo Pinto de Almeida, Daniel Serrao, Diogo Lopes Seixas, Graça dos Santos, Helder Coelho, João Caraça, João Lopes, João Miguel Fernandes Jorge, José Bragança de Miranda, Manuel Valente Alves, Maria do Carmo Seren, Maria Filomena Molder, Maria José Palla, Miguel Leal, Nuno Grande, Paulo Cunha e Silva, Vera Mantero

Graphic design
Victor Diniz

Publisher
Porto 2001/ Porto Editora

Place and date
Porto, 2001

Hard cover
480 pp.
ISBN 972-0-06275-4


The present book, organized around the collection of the Museum of the History of Medicine Maximiano Lemos, essays an interdisciplinary cartography of the human, crossing museological objects related with the History of Medicine with essays and art works by authors from different areas of knowledge.
"The human being seems to be condemned to develop, to invent, to create. As the rider for whom the movement is a condition of his stability, the condition of survival of human beings seems to be the evolution. But evolution produces psychological and social instability, changes the environmental balance, it creates several unbalances. The man and his individual and collective behavior are, for that reason, important determinants of new diseases. So, attention to the environment, to what happens around individuals and societies, starts be for a doctor an ethical imperative. Medical science is not a science in the classical meaning of the word ('la science classique c'est une science de l'être", says Bernard Stiegler [...], because reality of the (human) passed from the unchanged to the transitory, more and more capable to be transformed mechanically (man-prosthesis) and genetically (cloning), in a floating identity that seems to have no end. But medical science, despite all these transformations, is still anchored in the real (of the human body). Consequently , it is not a pure science ('avec la techno-science (...) c'est l'industrie se met à commander, il n'y a plus de suprèmement réel; il y a du suprèmement possible. Le suprèmement possible c'est la possibilté, à partir du capital, de toujours produire plus de capital, de toujours produire plus de biens, de toujours explorer de nouvelles possibilités, et le réel n'est qu'une réalité transitoire. Il y a une réalité periodique', [as it refers Bernard Stiegler]." Manuel Valente Alves in "Medical Images / Images of Medicine"